Havia um templo numa pequena cidade das montanhas, que ficava perto de um rio sagrado. A porta do templo fechava com firmeza, embora não tivesse trinco. A única maneira de abri-la era entoando o nome do Senhor. A cada quatro ou cinco anos, todos os santos e sadhus eram convidados a vir ao templo e revesar diante da porta, sentando-se e entoando um dos nomes de Deus. Se Ele aceitasse a oferenda, abriria a porta.
Não muito longe da cidade havia uma caverna onde moravam um famoso recitador de Mantra e um rapaz; os dois compartilhavam da mesma prática. Durmiam a mesma quantidade de horas, faziam as refeições e meditavam juntos. A caverna era muito pequena, por isso os dois precisavam coordenar suas atividades. Como os dois veneravam o mesmo aspecto de Deus, viviam em perfeita harmonia.
Respeitando a tradição, eles foram ao templo; o recitador entoaria primeiro. Quando chegou sua vez, sentou-se diante da porta e entoou o nome de Deus com o coração e a alma. Depois de duas semanas, a porta se abriu ruidosamente.
Chegou a vez do rapaz. Ele se sentou diante da porta do templo e começou a entoar. Três semanas se passaram sem que a porta se abrisse. De acordo com a tradição, todos tinham o direito de entoar o nome de Deus diante do templo, por mais que a tentativa demorasse. O jovem permaneceu cantando por um, dois, três meses. De repente, com um ruidoso estrondo, a porta do templo se abriu e todos os que estavam diante dela caíram ao chão, surpresos.
O jovem foi embora, sentou-se sob uma árvore e chorou. Ele disse: "Senhor, será que estou tão longe de Ti, que precisei de tanto tempo assim para abrir a porta? O que fiz de errado? Por favor, fala comigo." E o Senhor concedeu a Seu amado devoto uma visão, dizendo: "Pare de se preocupar, meu filho. Gostei tanto de sua entoação que me esqueci de abrir a porta."
(Swami Sivananda Saraswati)
Não muito longe da cidade havia uma caverna onde moravam um famoso recitador de Mantra e um rapaz; os dois compartilhavam da mesma prática. Durmiam a mesma quantidade de horas, faziam as refeições e meditavam juntos. A caverna era muito pequena, por isso os dois precisavam coordenar suas atividades. Como os dois veneravam o mesmo aspecto de Deus, viviam em perfeita harmonia.
Respeitando a tradição, eles foram ao templo; o recitador entoaria primeiro. Quando chegou sua vez, sentou-se diante da porta e entoou o nome de Deus com o coração e a alma. Depois de duas semanas, a porta se abriu ruidosamente.
Chegou a vez do rapaz. Ele se sentou diante da porta do templo e começou a entoar. Três semanas se passaram sem que a porta se abrisse. De acordo com a tradição, todos tinham o direito de entoar o nome de Deus diante do templo, por mais que a tentativa demorasse. O jovem permaneceu cantando por um, dois, três meses. De repente, com um ruidoso estrondo, a porta do templo se abriu e todos os que estavam diante dela caíram ao chão, surpresos.
O jovem foi embora, sentou-se sob uma árvore e chorou. Ele disse: "Senhor, será que estou tão longe de Ti, que precisei de tanto tempo assim para abrir a porta? O que fiz de errado? Por favor, fala comigo." E o Senhor concedeu a Seu amado devoto uma visão, dizendo: "Pare de se preocupar, meu filho. Gostei tanto de sua entoação que me esqueci de abrir a porta."
(Swami Sivananda Saraswati)
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